Professora da Unifacear realiza entrevista para revista ACINFAZ de Fazenda Rio Grande

 Em UNIFACEAR

ВЛИЯНИЕ МИРОВОГО КУБКА

(O IMPACTO DA COPA DO MUNDO)

Evento de proporções internacionais influencia o cotidiano de empresas locais

 

Quatro anos se passaram e a Copa do Mundo se torna novamente o assunto do momento. Neste instante, a competição volta a mexer com a rotina do Brasil, do povo, de órgãos públicos e privados e também da economia, que sente os impactos gerados no país do futebol, mesmo com o evento sendo sediado na Rússia. A expectativa pelo hexacampeonato é notória e, novidade ou não, é fato que até mesmo os resultados dos jogos podem influenciar na vida dos brasileiros, seja na daqueles apaixonados ou, ainda, na dos que não gostam da ocasião.

Setor industrial

Gisele Marques da Silva, professora dos cursos de Recursos Humanos (RH) e Logística na unidade de Fazenda Rio Grande da Unifacear, comenta que levou o tema para a sala de aula para ser trabalhado com seus alunos de RH. Através de uma pesquisa acadêmica com 30 empresas locais, ficou claro que a Copa vai impactar diretamente a economia de Fazenda Rio Grande.

O impacto negativo que pode ocorrer no setor industrial, por exemplo, se dá pela interrupção na produção para acompanhamento dos jogos. A professora reconhece que liberar colaboradores para assistir à Seleção Brasileira não é obrigação das empresas, mas o que acaba prevalecendo é o senso comum. “O Brasil é o país do futebol, como dizem, então você vai deixar de atender esse desejo? Às vezes, o funcionário vai trabalhar com má vontade, ou nem vai, o que acaba sendo pior ainda”, diz.

Ela conta que a pesquisa levantou que a maioria está se organizando para que os colaboradores não sejam dispensados e possam assistir às partidas na empresa, até para se evitar os transtornos de locomoção, saídas antecipadas, entre outras situações.

Comércio

Por outro lado, Gisele aponta aumento no consumo em diferentes tipos de comércios no período do Mundial. “Em empresas de comércio, como mercados, aumenta o consumo de bebidas, de carnes, então eles estão contando com isso”, afirma. Ela frisa que, se a Seleção avançar para as últimas fases, o resultado disso para os comerciantes pode ser um rendimento extra. Lojas de utilidades, que vendem fantasias, apitos, acessórios e adereços alusivos à Copa do Mundo, por exemplo, também devem aproveitar a época comemorativa para estimular as vendas e lucrar mais.

A professora ainda faz uma observação: “Agora, na questão de comércio também, principalmente em se tratando de bares, se os proprietários não se adequarem, fizerem algumas coisas inovadoras, como disponibilizar um telão, fazer promoções para chamar o público, eles podem sair perdendo”.

Já nas lojas de eletrodomésticos e eletrônicos, os índices devem subir. “As lojas estão se preparando, contratando funcionários, comprando mais eletroeletrônicos, principalmente televisão. Então, para esse lado, a economia vai girar bastante. Até, se a família deixou de trocar a televisão e estava postergando isso, provavelmente vai pensar em comprar uma para assistir aos jogos da Copa”, aponta Gisele, acrescentando que as promoções da época influenciam, inclusive, os que não apreciam futebol, mas acabam aproveitando as oportunidades.

Política e economia

Os cenários político e econômico brasileiros não se encontram nos seus melhores dias. Entretanto, Gisele acredita que as expectativas de consumo não serão influenciadas por esses fatores durante a Copa. Ou seja, segundo ela, as pessoas não deixarão de consumir ou celebrar os jogos por causa da condição na qual se encontra o país. “O povo brasileiro, falando de competição, principalmente futebol, esquece tudo e vai comemorar, assistir aos jogos”, opina.

Texto e fotografia: Jornalista Alessandra Belini.

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