Como um mapa mental pode auxiliar no EAD?

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Uma dificuldade constantemente apontada pelos estudantes é a dificuldade de concentração. Esse fator acaba sendo acentuado quando o assunto é Ensino a Distância (EAD), visto que um ambiente fora da sala de aula tradicional acaba facilitando distrações. No entanto, isso não deve ser, de forma alguma, um empecilho para escolher pelo EAD. 

Um método bem difundido no meio educacional é o do Mapa Mental. É uma forma de potencializar a aptidão do cérebro em armazenar conhecimento e elaborar raciocínio lógico. Resumidamente, consiste em realizar uma expansão das palavras-chave relacionadas a um tema central. No blog de hoje, vamos conhecer um pouco mais sobre essa ideia.

Mapa MentalCriador

Anthony Peter Buzan nasceu em Enfield, região vizinha à Londres, na Inglaterra, em 1942. Ele é considerado o “pai” dos mapas mentais. Sua bibliografia inclui muitos trabalhos sobre os temas da aprendizagem, da memória e do cérebro.

Na década de 1970, Buzan apresentou um programa no canal BBC onde passou a explicar e ampliar seu conceito de mapa mental. Posteriormente, realizou cinco livros que trabalhavam o assunto e suas vertentes. Seus ensinamentos são considerados inovadores no universo educacional, principalmente ao falarmos sobre memorização, síntese e organização. 

“Um mapa mental utiliza todas as habilidades do cérebro para interpretar palavras, imagens, números, conceitos lógicos, ritmos, cores e percepção espacial com uma técnica simples e eficiente. Ele nos dá a liberdade”, disse Buzan. 

Apesar da paternidade ser atribuída a Buzan, existem registros de similaridades há muito tempo. Acredita-se que Porfírio de Tiro, filósofo do século três na Grécia e em Roma, fez o mapeamento visual das Categorias de Aristóteles. Sua invenção, a Árvore de Porfírio, não incluía ilustrações, mas outros pensadores acrescentaram-as posteriormente. No século XIII, o filósofo Raimundo Lúlio também usou este tipo de diagrama, incluindo uma árvore de Porfírio ilustrada.

Conceito

O formato é de um diagrama. Pode ser feito tanto à mão livre ou também pelo computador. A ramificação é realizada a partir de um tema central e, através das ligações com subtemas, é possível estimular o cérebro a realizar associações e auxiliar principalmente na memorização. É comum que se utilizem setas e cores que podem ser fundamentais, pois diferentes tonalidades serão dadas de acordo com o objetivo em torno dos termos.

Ao mesmo tempo que acaba sintetizando um conteúdo em uma concepção simplificada, estimula a criatividade ao levar a mente para diferentes lugares. 

Aplicar aos estudos

Um grande benefício dos mapas mentais está em relacionar conceitos difíceis com explicações sucintas. Não é a única forma de estudo para se dar bem, é claro. Entretanto, aliada à educação cotidiana das aulas, essa cadeia de palavras pode causar um “desbloqueio” no cérebro e fazer com que termos difíceis sejam descomplicados. Em cursos de ciências da natureza, por exemplo, em que palavras similares e igualmente confusas representam significados bem diferentes, um mapa mental pode ser muito útil. 

O posicionamento estratégico das informações facilita a aprendizagem e memorização, especialmente com mentes mais estimuladas ao visual. Estudos indicam que mapas mentais podem promover uma melhor retenção de informação. No ano de 2005, em um levantamento de Glennis Edge Cunningham, 80% dos alunos de biologia do ensino médio que foram abordados revelaram uma melhor aprendizagem após usar mapas mentais.

Em um estudo de 2006, realizado por A.V. D’Antoni e G.P. Zipp, estudantes de quiropraxia mostraram desempenho aperfeiçoado após contato com o método. 

Ferramentas online

Coggle

Mindmeister

Mind Node

Canva

Exemplos de Mapas Mentais

 

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