
No primeiro semestre de 2026, as salas de aula do curso de Pedagogia transformaram-se em territórios de investigação estética e sensível. Sob a orientação do Professor Dr. Reinaldo Kovalski de Araujo, na disciplina de Fundamentos e Metodologia do Ensino da Arte, os estudantes vivenciaram o Seminário de Práticas Pedagógicas — um espaço de criação dedicado a projetar a docência para a Educação Infantil e os anos iniciais do Ensino Fundamental. O desafio proposto foi desvelar os caminhos que conectam as artes visuais, o circo, a dança, o teatro, a música e que os futuros professores explorassem os conteúdos a partir de múltiplos suportes e linguagens.
Ancorados nas diretrizes da BNCC, os acadêmicos abdicaram da mera reprodução e da repetição mecânica — a simplista mímesis — para compreender a arte em sua máxima potência: como produtora de conhecimento, subjetividade e emancipação da criança. O planejamento do ensino ganhou corpo, cor e textura: os estudantes manusearam tintas e pigmentos, exploraram a expressividade do próprio corpo no espaço e investigaram materiais diversos, transformando conceitos teóricos em experiências estéticas vivas.
Os diálogos teóricos com a Proposta Triangular de Ana Mae Barbosa fundamentaram essa jornada. Ao articularem de forma prática o fazer artístico, o apreciar e a contextualização histórica, as turmas desenharam projetos que transcendem o ativismo vazio. O resultado foi a tecitura de um ensino de arte genuinamente dialógico, onde o manuseio da matéria e a consciência do gesto operam juntos. Na intersecção entre o saber pedagógico e a sensibilidade criativa, a docência reafirmou-se não como mera técnica, mas como uma prática viva, potente e profundamente comprometida com a formação de profissionais conscientes, críticos e transformadores.




