
No dia 28 de janeiro, celebramos o Dia do Comércio Exterior. Mais do que uma data comemorativa, este é o momento de refletirmos sobre o pilar que sustenta a economia brasileira e conecta nossas fronteiras ao mercado global.
Mas você sabe por que comemoramos nesta data e qual a real importância do profissional de Comex hoje? Neste artigo, vamos mergulhar na história, nos dados atuais de 2026 e nas tendências que estão transformando o setor.
Resgate Histórico
A escolha da data não é por acaso. Em 28 de janeiro de 1808, o então Príncipe Regente D. João VI assinou a Carta Régia de Abertura dos Portos, permitindo que o Brasil comercializasse com "nações amigas". Esse ato foi o marco zero da nossa autonomia comercial, encerrando o monopólio português e abrindo as portas para o progresso internacional.
Hoje, o Comex brasileiro vive um momento de maturidade e digitalização. Segundo dados recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as projeções para 2026 são otimistas:
Superávit Comercial: Estimado entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.
Exportações: A expectativa é que alcancem a marca de até US$ 380 bilhões, impulsionadas pelo agronegócio, minérios e petróleo.
Corrente de Comércio: O fluxo total (exportações + importações) continua batendo recordes, consolidando o Brasil como um player estratégico em tempos de incertezas geopolíticas.
O profissional de comércio exterior em 2026 é o grande arquiteto desses números, gerenciando cadeias logísticas complexas e garantindo o compliance em um mercado cada vez mais rigoroso.
Tendências que estão transformando o Setor
Se você atua ou deseja atuar na área, precisa estar atento a estas três frentes que dominam as discussões deste ano:
1. Inteligência Artificial e Automação Aduaneira
Saímos da era documental para a era dos dados. Ferramentas de IA agora realizam previsões de risco, otimizam rotas logísticas e agilizam o despacho aduaneiro por meio da aduana inteligente. O uso de agentes digitais para interpretar documentos tornou o processo 70% mais rápido.
2. Sustentabilidade e ESG como Barreira de Entrada
Em 2026, a rastreabilidade de carbono não é mais um diferencial, mas uma exigência. Mercados como a União Europeia exigem dados precisos sobre a emissão em toda a cadeia de suprimentos. O ESG (Environmental, Social, and Governance) agora define quem entra e quem fica no jogo global.
3. Nearshoring e Gestão de Riscos
Com a volatilidade geopolítica, muitas empresas estão adotando o nearshoring — trazendo fornecedores para mais perto de seus mercados consumidores para reduzir dependências e custos logísticos.