A rede de fast food McDonald 's faturou em 2024 o valor de US$25,9 bilhões ao redor do mundo. A velocidade dos clientes consumindo seus lanches é impressionante. Por dia, no Brasil, são 2 milhões de pessoas em mais de 2.700 unidades. Para que isso seja possível em todo o território nacional, a rede precisa construir e manter uma relevância digital ao longo do ano. 

Nas redes sociais são mais de 15 milhões de seguidores, sendo 5,3 milhões só no instagram. Em um mundo em transformação constante, sobretudo, na forma de consumir conteúdos na internet, a marca continuar crescendo a cada ano é um objeto de estudo importante para as áreas de comunicação e administração. 

Por isso, os autores Anely Rocio Rincon Mezares, Carolina de Moura Leite, Daniele de Lima Barboza, Gabriel de Aquino Durand, Kássia Freire dos Santos, Lúcia de Sousa Cesário Alves, Misael dos Santos Teixeira, Paulo Germano Regis Neto, do curso de Administração do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), sob a supervisão da professora mestra em Administração Ionara Saraí Ferreira Nóbrega Diniz, mergulharam nas estratégias de marketing digital no Instagram para ampliar o engajamento e fidelização de consumidores.

O artigo “Estratégias de marketing digital e engajamento no Instagram: o caso McDonald’s” foi publicado na última edição da revista científica da Unifacear.

A pesquisa, de abordagem qualitativa, observa o uso integrado de Feed, Stories e Reels no perfil oficial da marca, entre março e abril de 2025. Os resultados indicam que a empresa aposta em personalização de conteúdo, interatividade, parcerias culturais, influenciadores digitais e inovação constante, fortalecendo sua identidade de marca e ampliando a conexão emocional com o público. O estudo destaca a importância da adaptação contínua às mudanças nos algoritmos e no comportamento dos consumidores digitais.

O estudo abordou a evolução do marketing tradicional para o digital, o instagram como ferramenta estratégica de comunicação e relacionamento, as diferenças entre os formatos na própria plataforma, o uso de influenciadores digitais e cultura pop, relação entre design visual, storytelling e memória afetiva, o impacto da interatividade e do conteúdo efêmero entre outros.

O artigo conclui que o McDonald’s utiliza o Instagram de forma estratégica, integrada e alinhada às tendências do marketing digital contemporâneo. A marca equilibra conteúdos promocionais, emocionais e interativos, fortalecendo sua presença digital e mantendo relevância cultural junto a diferentes públicos. Os resultados evidenciam que Reels e Stories são os formatos com maior potencial de engajamento, enquanto o Feed atua como vitrine institucional. Apesar do sucesso, o artigo aponta como limitação a repetitividade de conteúdos, sugerindo maior diversidade criativa. A pesquisa reforça a relevância do marketing digital como campo acadêmico e prático, além de indicar caminhos para estudos futuros envolvendo algoritmos, inteligência artificial e comportamento do consumidor.

Leia o artigo completo aqui.

O Brasil é considerado um dos países mais perigosos para a população transgênero no mundo, mesmo após uma queda de 16% nos crimes hediondos, segundo o dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA). Isso torna a expectativa de vida menor do que a de outros públicos. Enquanto no Brasil a média geral é de 76,4 anos, a de pessoas trans é de apenas 35.

Além dos perigos contra a própria vida, as pessoas trans precisam lidar com diversas outras dificuldades no dia a dia como o mercado de trabalho e desigualdade salarial. 25% das pessoas trans possuem trabalho formal no Brasil,enquanto que 27,6% desse público ganha menos do que uma pessoa cisgênero. 

O artigo “Entre direitos e invisibilidades: a inclusão previdenciária das pessoas transgênero no Brasil” analisa os obstáculos jurídicos, administrativos e socioeconômicos que dificultam o acesso dessa população aos benefícios da Previdência Social brasileira. Embora a Constituição de 1988 consagre a dignidade da pessoa humana e a igualdade como fundamentos do Estado Democrático de Direito, o estudo demonstra que pessoas trans continuam enfrentando exclusão previdenciária estrutural.

Com base em pesquisa documental, normativa e jurisprudencial, as autoras evidenciam que a ausência de regulamentação específica sobre identidade de gênero, aliada à transfobia institucional e à precarização do trabalho, gera insegurança jurídica, atendimento desigual no INSS e violação de direitos fundamentais. O artigo sustenta que a inclusão previdenciária depende de reformas normativas, mudanças administrativas e políticas públicas de empregabilidade, sob pena de perpetuar ciclos de vulnerabilidade social.

Para endossar os argumentos, o artigo aborda a invisibilidade normativa da identidade de gênero no sistema previdenciário, barreiras administrativas no atendimento do INSS, transfobia institucional e discriminação indireta, precarização laboral e exclusão do mercado formal de trabalho. Além de um fator importante como a jurisprudência do STF, STJ e Tribunais regionais.

O estudo conclui que a exclusão previdenciária das pessoas transgênero no Brasil é estrutural e multifatorial, resultante da combinação entre omissão normativa, práticas administrativas discriminatórias e desigualdades profundas no mercado de trabalho. Embora o Judiciário tenha assumido papel relevante na proteção de direitos, a dependência da judicialização revela a fragilidade de um sistema que não oferece respostas universais e acessíveis.

As autoras defendem que a inclusão previdenciária não deve ser tratada como concessão estatal, mas como obrigação constitucional e compromisso internacional de direitos humanos. Para superar o cenário de invisibilidade, o artigo propõe a articulação de quatro frentes principais:

Reformas normativas, com incorporação explícita da identidade de gênero na legislação previdenciária;

Mudanças administrativas no INSS, com protocolos claros e capacitação permanente;

Políticas públicas de empregabilidade, capazes de ampliar a inserção formal e contributiva;

Produção de dados públicos desagregados, que permitam políticas baseadas em evidências.

A pesquisa reafirma que somente a adoção da igualdade material, aliada à centralidade da dignidade humana, poderá garantir às pessoas trans o pleno exercício da cidadania previdenciária e romper com ciclos históricos de exclusão social.

Confira o artigo na íntegra aqui.

As aulas do primeiro semestre de 2026 da Unifacear irão iniciar no mês de fevereiro, conforme cronograma abaixo:

02/02 – Calouros do EAD e todos os veteranos, exceto alunos de cursos tecnólogos das unidades de Curitiba.
09/02 – Calouros dos cursos presenciais e semipresenciais e alunos de cursos tecnólogos das unidades de Curitiba.

As datas acima são válidas para todas as modalidades: Cursos presenciais, semipresenciais e EAD.

Desejamos a todos um excelente semestre de estudos! 💚

Em 2025, o centro de Curitiba passou por um processo intenso de transformação urbana e valorização imobiliária, impulsionado pelo programa municipal "Curitiba de Volta ao Centro". Esse movimento gerou um debate acalorado sobre a gentrificação — o processo em que a revitalização de uma área resulta no aumento do custo de vida e na consequente expulsão de moradores de menor renda.

Diante de situações como essa e que não são isoladas apenas a capital paranaense, o artigo “Cidade para quem? Gentrificação e a luta pelo direito à moradia” do aluno de bacharelado em Direito da Unifacear, Lucas Burda Zottos do Quadro sob orientação do professor Eduardo Schamne Barbosa, analisa como um processo associado a requalificação de áreas centrais das cidades gera impactos sociais significativos, especialmente para a população de baixa renda.

A pesquisa discute a gentrificação como resultado de políticas urbanas, investimentos públicos e privados e dinâmicas do mercado imobiliário, evidenciando como esse processo contribui para a segregação socioespacial e a redefinição do uso do solo urbano. O estudo enfatiza a necessidade de planejamento urbano mais inclusivo, capaz de conciliar desenvolvimento econômico, direito à cidade e justiça social.

Entre os temas abordados estão as transformações urbanas nas áreas centrais e periféricas, a valorização imobiliária e especulação urbana, a relação entre gentrificação e desigualdade social, segregação socioespacial nas cidades contemporâneas, entre outros.

O termo “gentrificação” surgiu em 1960 com a socióloga Ruth Glass ao visualizar as transformações urbanas em bairros operários da gelada Londres. O processo está diretamente ligado a incentivos à iniciativa privada e investimentos em infraestrutura urbana. Porém, os efeitos são catastróficos. O aumento do valor dos aluguéis e imóveis, mudança do perfil socioeconômico dos moradores e a substituição de comércios e serviços tradicionais. Os autores ainda descontam que esse movimento não é espontâneo, mas influenciado por decisões políticas. No caso de Curitiba, a prefeitura liberou a isenção ou redução de impostos como IPTU e ISS para obras de restauro e retrofit (modernização de prédios antigos) e a possibilidade de custear até 50% das obras de revitalização de prédios históricos. O resultado foi uma explosão nos preços dos aluguéis na região ao longo de 2025 que alcançou a marca de 48%, cerca de R$10.250 por metro quadrado.

O estudo conclui que a gentrificação é um processo complexo e contraditório, que ao mesmo tempo em que promove melhorias urbanas e dinamiza a economia local, acentua desigualdades sociais e territoriais. A expulsão indireta de moradores historicamente estabelecidos compromete o direito à cidade e fragiliza vínculos sociais e culturais.

Os autores defendem que políticas públicas de habitação, planejamento urbano participativo e instrumentos de controle do uso do solo são fundamentais para mitigar os efeitos negativos da gentrificação. O artigo reforça que o desenvolvimento urbano não deve ser medido apenas pela valorização econômica dos espaços, mas também pela capacidade de garantir inclusão social, diversidade e permanência das populações locais.

Leia o artigo completo aqui.

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