Na internet se popularizou diversos métodos de estudos, entre eles o Pomodoro que carrega em seu conceito a divisão de trabalhos em intervalos com focos intensos, seguidos por pausas curtas. O método, criado no final dos anos 80 por Francesco Cirillo é um dos mais indicados para a rotina acadêmica, pois é altamente adaptável para a grande maioria dos casos.
Confira dicas essenciais para colocar em prática:
Defina as tarefas: Verificar quais são os conteúdos e atividades que estão próximas de seus prazos, principalmente em reta final de semestre e com provas se aproximando. Montar uma lista com tudo que precisa ser feito é essencial.
Ajustar o cronômetro: O método Pomodoro tradicional traz o tempo de 25 minutos para realizar a atividade, porém, muitos estudantes acabam adaptando para a realidade de suas disciplinas vigentes. Afinal, o importante é realizar em tempo suficiente. Contudo, é importante não ultrapassar os 25 minutos.
Foco completo: Enquanto realiza-se a atividade, é importante eliminar toda e qualquer distração das redondezas. Sobretudo o celular que representa um dos maiores vilões da concentração atualmente.
Pausas curtas: Quando o cronômetro concluir o tempo é o momento para uma pausa de 5 a 10 minutos. Levantar-se, tomar um ar fresco e até fazer um lanchinho ajudam a relaxar a mente e evitar a fadiga e cansaço.
Ciclos: Posteriormente, voltar ao ciclo de tempo para realização da atividade. Assim, o ciclo se repete até que as tarefas sejam concluídas.
Por que utilizar o método?
Além de tornar a rotina de estudos mais tranquila, o método de ciclos com pequenas pausas auxiliar no foco total durante o período de desenvolvimento da atividade. Ademais, os blocos menores definidos, torna menos intimidante e fácil de começar os estudos, evitando a procrastinação.
O método também auxilia na redução da ansiedade, pois as pausas programadas a cada ciclo diminuem a sensação de sobrecarga e estresse, principalmente para rotinas de estudo muito puxadas com temas acadêmicos mais complexos.
Por fim, a necessidade de definir a tarefa antes de cada ciclo incentiva o planejamento e a identificação da priorização do que precisa ser estudado.
Todos os anos, no dia 23 de novembro, celebra-se o Dia do Engenheiro Eletricista, uma data que homenageia esses profissionais responsáveis por criar, operar e manter sistemas que movem o mundo. Mais do que trabalhar com instalações elétricas, eles estão na linha de frente da inovação tecnológica, atuando em setores essenciais como energia, telecomunicações, automação, mobilidade, saúde, construção civil e muito mais.
O Dia do Engenheiro Eletricista é celebrado em 23 de novembro desde 1933, quando foi promulgado o Decreto nº 23.569, que regulamentou o exercício da profissão. Desde então, a data passou a ser um marco da valorização desse profissional que está presente em quase tudo que envolve energia, tecnologia e progresso.
Essa homenagem tem um peso especial quando olhamos para a história da engenharia no Brasil: foi no início do século XX que a engenharia elétrica começou a se destacar, acompanhando o avanço industrial e os processos de urbanização. Desde então, a atuação do engenheiro eletricista só cresceu e, hoje, é uma das carreiras mais estratégicas para o desenvolvimento nacional.
O curso de Engenharia Elétrica tem duração média de 5 anos (bacharelado) e prepara o estudante para atuar em diversos campos tecnológicos. A formação combina disciplinas básicas de engenharia, como cálculo e física, com conteúdos específicos sobre energia, sistemas elétricos, eletrônica embarcada, automação e tecnologia da informação.
Entre os principais conteúdos abordados no curso, estão:
Eletricidade e magnetismo
Máquinas elétricas
Eletrônica analógica e digital
Sistemas de potência
Instalações elétricas
Fontes e redes de energia
Automação industrial
Telecomunicações
Eficiência energética e energias renováveis
Ética e responsabilidade técnica
Além de aulas teóricas, o curso inclui atividades de laboratório, projetos práticos, estágios e desenvolvimento de soluções inovadoras com impacto real.
A versatilidade da Engenharia Elétrica é um dos seus maiores diferenciais. Esse profissional pode atuar em praticamente todos os setores que movem a economia moderna.
Entre as principais áreas de atuação, estão:
Geração, transmissão e distribuição de energia elétrica
Automação e controle industrial
Telecomunicações e redes
Sistemas de energia renovável (solar, eólica, biomassa)
Instalações elétricas prediais e industriais
Tecnologias de mobilidade elétrica (veículos elétricos)
Internet das Coisas (IoT)
Eletrônica aplicada (eletrônica de potência, sistemas embarcados)
Consultoria e perícia técnica
Pesquisa e desenvolvimento tecnológico
É uma profissão que se reinventa à medida que novas tecnologias surgem – e isso faz do engenheiro eletricista um dos profissionais mais importantes para a transição energética e digital do século XXI.
Por que esse profissional é tão importante?
A sociedade moderna depende diretamente dos sistemas elétricos para funcionar: dos hospitais à produção de alimentos, das telecomunicações à energia que chega na sua casa. Engenheiros eletricistas contribuem para a segurança, a eficiência e a inovação em todas essas áreas.
Além disso, são protagonistas nas discussões sobre energias renováveis, sustentabilidade energética e transformação digital, criando soluções para um futuro mais limpo, conectado e eficiente.
Sem eles, não teríamos redes elétricas, automação, carros elétricos, telecomunicações modernas, iluminação pública, data centers – ou seria impossível garantir segurança no transporte e nas indústrias.
Em 2025, o Centro Universitário Unifacear celebra seus 24 anos de história, reafirmando seu propósito de transformar vidas por meio da educação. Desde sua origem como FACEAR (Faculdade Educacional de Araucária) a instituição cresceu, expandiu suas unidades e se consolidou como uma referência no ensino superior no Paraná. Com raízes profundas na cidade de Araucária e presença marcante em Curitiba e Fazenda Rio Grande, a Unifacear é hoje símbolo de inovação, acolhimento e compromisso com a formação cidadã.
Mas como chegar até aqui? A trajetória da nossa instituição é marcada pela visão de um grupo que entendeu que a educação é um vetor de mudança, especialmente quando democratizada e voltada para o desenvolvimento local.
Em 1986, educadores e empresários se reuniram para criar a Assenar (Associação de Ensino de Araucária), com o objetivo de ampliar o acesso à educação no município e região. Frente à ausência de instituições de ensino superior na cidade, a Assenar decidiu dar um passo ousado: criar a Facear, oficialmente credenciada em 2001 pelo Ministério da Educação (Portaria nº 2.464/01), como a primeira faculdade de Araucária.
A partir daí, a Facear começou a se transformar em um polo acadêmico, oferecendo cursos de graduação presenciais e recebendo estudantes que antes precisavam se deslocar até Curitiba para estudar.
Nos anos seguintes, a instituição iniciou um movimento estratégico de expansão:
2011: Inauguração da Facear Curitiba, no bairro Sítio Cercado, com uma estrutura de mais de 20 mil m².
2013: Implantação do campus Bacacheri, com estrutura moderna e funcional.
2016: Abertura do campus Kennedy, na Av. Presidente Kennedy, em Curitiba.
2017: Início das atividades da Facear Fazenda Rio Grande, primeiro campus presencial da cidade.
2018: Lançamento do campus Orleans/Santa Felicidade, em Curitiba.
Essa presença estratégica permitiu à instituição ampliar sua atuação, consolidando-se como um grupo educacional comprometido com o desenvolvimento regional e com o acesso à educação de qualidade.
O marco mais significativo veio em 10 de abril de 2018, quando a Facear Araucária foi credenciada como Centro Universitário, passando a se chamar Unifacear. A mudança foi oficializada pela Portaria nº 338 do MEC, após rigorosa avaliação de qualidade acadêmica, exigência para obtenção do status de centro universitário.
Esse reconhecimento reflete a maturidade institucional da Unifacear, sua autonomia acadêmica e a excelência em ensino, pesquisa e extensão.
Hoje, o campus Unifacear Araucária oferece 17 cursos presenciais e 12 cursos semipresenciais, que vão desde Administração e Direito até Engenharia Mecânica e Fisioterapia. Além disso, na modalidade 100% EAD, são 34 cursos de graduação, atendendo a estudantes de todo o país.
Essa diversidade de cursos é guiada por um propósito claro: oferecer uma formação completa, integrando ensino, pesquisa e extensão de forma ética e cidadã. A Unifacear acredita no desenvolvimento intelectual do indivíduo aliado ao compromisso com a realidade social.
Ao longo desses 24 anos, a Unifacear não apenas expandiu sua infraestrutura. Expandiu sonhos, formou profissionais, impactou famílias e contribuiu para o crescimento das cidades onde está presente. Seu compromisso com valores educacionais, culturais, morais e cívicos é parte de sua identidade desde o início.
Como grupo educacional formado pela Unifacear, Facear Curitiba e Facear Fazenda Rio Grande, a missão segue sendo clara: ser referência em educação no Paraná, olhando para o futuro sem esquecer das raízes que a trouxeram até aqui.




No dia 20 de novembro, o Brasil celebra o Dia da Consciência Negra, uma data que vai muito além de uma simples lembrança no calendário. Ela representa uma luta histórica pela valorização da cultura e das contribuições da população negra, além de ser um marco na resistência contra o racismo e a desigualdade estrutural que atravessam o país desde os tempos da escravidão.
Mas esse dia não foi escolhido por acaso. Ele marca a morte de Zumbi dos Palmares, líder do maior e mais duradouro quilombo da história brasileira: o Quilombo dos Palmares. E é exatamente essa conexão entre a figura de Zumbi, a luta por liberdade e o apagamento de narrativas negras que torna o Dia da Consciência Negra tão relevante – e necessário – em nosso contexto contemporâneo.
O Dia da Consciência Negra começou a ser celebrado em 1971, em Porto Alegre, pelo Grupo Palmares, formado por ativistas negros. Mas só ganhou projeção nacional nos anos 2000, quando passou a integrar o calendário escolar, que também tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira. Em 2011, a data foi instituída como feriado nacional pela Lei 12.519.
Escolher o 20 de novembro não foi um gesto aleatório: foi uma decisão política. Esse foi o dia da morte de Zumbi, em 1695, simbolizando não a derrota, mas a resistência. Enquanto se é ensinado sobre "a princesa que assinou a Lei Áurea", esse feriado resgata a luta dos que se levantaram contra a escravidão e que, por muitos anos, foram silenciados pela história oficial.
Quem foi Zumbi dos Palmares?
Zumbi foi um dos maiores líderes de resistência do período colonial. Nascido livre no Quilombo dos Palmares e capturado ainda criança, foi entregue a um padre, que o batizou e educou. Aos 15 anos, fugiu de volta para Palmares e, mais tarde, assumiu a liderança da comunidade quilombola.
O Quilombo dos Palmares, localizado na Serra da Barriga em Alagoas, chegou a reunir cerca de 20 mil pessoas, entre negros escravizados fugidos, indígenas e até brancos pobres. Era um território livre, autônomo e símbolo de uma sociedade possível sem escravidão.
Zumbi lutou contra o exército português com estratégia e organização. Morreu em combate em 1695, mas sua figura transcendeu a história, tornando-se símbolo da resistência negra no Brasil.
O Brasil ainda carrega as marcas da escravidão: a população negra é maioria entre os mais pobres, os mais encarcerados e as maiores vítimas de violência. Por isso, o Dia da Consciência Negra é mais do que uma data comemorativa, mas um convite à reflexão e à ação.
A luta pela preservação da memória é também a luta contra o apagamento histórico. Por séculos, ensinou-se nas escolas uma história eurocêntrica, que minimizou ou ignorou a participação negra na formação do país. Zumbi dos Palmares, Dandara, Luiza Mahin e tantos outros foram personagens invisibilizados, apesar de terem desempenhado papéis fundamentais na resistência à escravidão.
O Dia da Consciência Negra nas escolas, universidades e empresas deve ser uma oportunidade para o debate sobre racismo, privilégios e inclusão. Mais do que uma data no calendário, ele é parte de um processo contínuo de formação para a igualdade.
Resgatar as vozes negras é essencial para construir um país mais justo. E essa construção começa com o conhecimento. Que 20 de novembro seja, então, um marco de luta, reflexão e ação.