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As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 começaram nesta segunda-feira (25) e seguem até o dia 5 de junho. Os candidatos devem realizar o cadastro pela Página do Participante, plataforma oficial do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Entre as principais novidades desta edição está a inscrição pré-preenchida para estudantes que estão concluindo o ensino médio na rede pública. Apesar do cadastro automático, será necessário acessar o sistema para confirmar a participação e revisar informações como município de prova, idioma estrangeiro e possíveis solicitações de atendimento especializado.

A taxa de inscrição permanece em R$ 85 para candidatos não isentos e poderá ser paga até 10 de junho por boleto, Pix, cartão de crédito ou débito bancário. Mesmo os participantes que obtiveram isenção da taxa precisam efetivar a inscrição dentro do prazo.

Outra mudança anunciada pelo Inep é a ampliação dos locais de aplicação da prova. A expectativa é que cerca de 10 mil escolas recebam o exame em todo o país, permitindo que mais estudantes realizem a avaliação em unidades próximas ou até mesmo na própria escola onde estudam.

O período de inscrição também contempla solicitações de atendimento especializado e uso do nome social. Além de ser a principal porta de entrada para o ensino superior, o Enem continua possibilitando a certificação do ensino médio para participantes com mais de 18 anos que não concluíram essa etapa de ensino na idade regular.

Os estudantes beneficiários do programa Pé-de-Meia que concluírem o ensino médio em 2026 e comparecerem aos dois dias de prova receberão ainda um incentivo adicional de R$ 200.

Cronograma do Enem 2026

A Matéria do Sentido: A Reinvenção do Ensino da Arte na Pedagogia

No primeiro semestre de 2026, as salas de aula do curso de Pedagogia transformaram-se em territórios de investigação estética e sensível. Sob a orientação do Professor Dr. Reinaldo Kovalski de Araujo, na disciplina de Fundamentos e Metodologia do Ensino da Arte, os estudantes vivenciaram o Seminário de Práticas Pedagógicas — um espaço de criação dedicado a projetar a docência para a Educação Infantil e os anos iniciais do Ensino Fundamental. O desafio proposto foi desvelar os caminhos que conectam as artes visuais, o circo, a dança, o teatro, a música e que os futuros professores explorassem os conteúdos a partir de múltiplos suportes e linguagens.

Ancorados nas diretrizes da BNCC, os acadêmicos abdicaram da mera reprodução e da repetição mecânica — a simplista mímesis — para compreender a arte em sua máxima potência: como produtora de conhecimento, subjetividade e emancipação da criança. O planejamento do ensino ganhou corpo, cor e textura: os estudantes manusearam tintas e pigmentos, exploraram a expressividade do próprio corpo no espaço e investigaram materiais diversos, transformando conceitos teóricos em experiências estéticas vivas.

Os diálogos teóricos com a Proposta Triangular de Ana Mae Barbosa fundamentaram essa jornada. Ao articularem de forma prática o fazer artístico, o apreciar e a contextualização histórica, as turmas desenharam projetos que transcendem o ativismo vazio. O resultado foi a tecitura de um ensino de arte genuinamente dialógico, onde o manuseio da matéria e a consciência do gesto operam juntos. Na intersecção entre o saber pedagógico e a sensibilidade criativa, a docência reafirmou-se não como mera técnica, mas como uma prática viva, potente e profundamente comprometida com a formação de profissionais conscientes, críticos e transformadores.

A egressa do curso de Biomedicina da Unifacear, Beatriz Veridiana Furman, sob orientação da Profª Drª Stephanie Meyer Piazza, publicou artigo científico na revista: Revista de Gestão Social e Ambiental (RGSA – ISSN: 1981-982X), fortalecendo a produção científica desenvolvida no âmbito da graduação e evidenciando a relevância das pesquisas voltadas à saúde pública e sustentabilidade.

O trabalho, intitulado “Eco-Efficiency in Health Data Systems: Lung Cancer in Never Smokers and the Role of Environmental Monitoring and Clean Technologies (Ecoeficiência em sistemas de dados em Saúde: Câncer de pulmão em não fumantes e o papel do Monitoramento Ambiental e das Tecnologias Limpas), teve como objetivo avaliar a qualidade dos registros relacionados à exposição ao tabaco em bases oncológicas nacionais, além de analisar abordagens diagnósticas e terapêuticas em indivíduos não fumantes, considerando sua importância para sistemas de saúde mais sustentáveis e eficientes.

A pesquisa destacou que as neoplasias respiratórias em não fumantes apresentam características clínicas e epidemiológicas específicas, sendo fortemente influenciadas por fatores ambientais, especialmente a poluição do ar. O estudo reforça a necessidade de integração entre saúde pública e monitoramento ambiental, visando aprimorar estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento.

Os resultados demonstraram elevada incompletude nos registros de exposição ao tabaco, fator que pode comprometer análises epidemiológicas e o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes. Além disso, observou-se que pacientes não fumantes apresentaram melhores desfechos quando submetidos ao diagnóstico e tratamento precoces. Procedimentos cirúrgicos estiveram associados a maiores taxas de remissão, enquanto terapias sistêmicas apresentaram índices mais elevados de mortalidade.

Em contado com à Coordenação, a egressa agradeceu a Unifacear e todos os professores do Curso de Biomedicina, pela conquista de seu Diploma! Em especial sua orientadora, Profª Drª Stephanie, declarando sua imensa gratidão pela excelente supervisão, dedicação e estímulo durante todas as etapas do Trabalho de Conclusão de Curso, ponto de partida para a publicação final, como também a sua equipe que compôs a construção do artigo: Aline Lopes, Francielli Gasparotto, João Messias Pereira Lenco, Marcelo Teixeira Silva, Edneia Aparecida de Souza Paccola.

A publicação do artigo evidencia a importância da iniciação científica e da produção acadêmica durante a graduação, contribuindo para o fortalecimento da formação profissional e para o desenvolvimento de pesquisas alinhadas às demandas contemporâneas de saúde sustentável, vigilância epidemiológica e responsabilidade socioambiental.

O artigo completo pode ser acessado em: https://rgsa.openaccesspublications.org/rgsa/article/view/14435

Teoria e prática se encontraram no laboratório de engenharia durante uma atividade da disciplina de Resistência dos Materiais I, sob a supervisão da Profa. Maria Helena Lacerda. Os estudantes realizaram um ensaio mecânico comparativo aplicando forças controladas em três corpos de prova. O objetivo foi avaliar, em tempo real, como diferentes materiais se comportam e se deformam quando submetidos a pressões severas.

Preparação de Precisão e Testes

Antes do acionamento das máquinas, os alunos selecionaram três corpos de prova com geometrias padronizadas por normas técnicas. Utilizando instrumentos como paquímetros e micrômetros, mediram minuciosamente o comprimento, a largura e a área da seção transversal de cada peça, etapa essencial para garantir a acurácia dos cálculos posteriores de tensão e deformação.

Com as medições validadas, as amostras foram levadas individualmente para a máquina universal de ensaios. O equipamento aplicou uma força gradual e contínua, registrando o deslocamento e o comportamento dos materiais. A turma pôde mapear a transição do regime elástico para o plástico até o colapso total, observando de perto mecanismos como fratura frágil, escoamento ou flambagem.

Diagnóstico e Resultados

Os dados coletados geraram curvas de tensão-deformação, permitindo aos alunos calcular propriedades cruciais como o módulo de elasticidade, o limite de escoamento e a resistência última.

Ao final, a análise comparativa entre as três peças revelou como heterogeneidades e imperfeições geométricas influenciam o desempenho estrutural. Para a turma da Profa. Maria Helena, a experiência consolidou os conceitos teóricos, entregando uma visão realista sobre a confiabilidade e a segurança das estruturas que projetarão no futuro.

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