Formados em faculdades privadas têm maior taxa de empregabilidade

 em UNIFACEAR

Formados em Faculdades privadas têm maior taxa de empregabilidade

De acordo com dados do IBGE, o diploma ainda faz diferença na hora de conquistar uma vaga de emprego no Brasil. De 2012 a 2018, a força de trabalho composta por pessoal sem nenhuma instrução recuou 47%. Já o número de trabalhadores com ensino superior completo avançou 48,2%, passando de 13,1 para 19,4 milhões.

Além disso, um diplomado pode aumentar o salário em até 2,5 vezes. E essa realidade não é exclusivamente brasileira.

No livro The New Geography of Jobs, sem tradução para o português, Enrico Moretti escreve que, de modo geral, regiões onde há maior concentração de trabalhadores com diploma universitário também há maiores salários – inclusive entre os sem diploma, beneficiados por estarem cercados de pessoas qualificadas.

Mais formação, mais empregabilidade

O potencial e a taxa de empregabilidade, portanto, é um ativo a ser explorado pelas 2,3 mil instituições de ensino superior (IES) no Brasil, a imensa maioria privada.

A cada quatro egressos que entram no mercado de trabalho, três derivam de faculdades particulares. Indo além, dados de 2018 levantados pelo Semesp – entidade que representa o setor – mostram que 93% dos profissionais em cargos de liderança têm diploma de instituições privadas.

Esse fenômeno tem ocorrido em todos os setores da economia e se estende em diversos níveis hierárquicos. Não se sabe exatamente a razão, mas um dos fatores que pode ter contribuído para essa alta taxa de empregabilidade é a crescente qualificação do setor.

Hoje, não são apenas as universidades públicas que recebem boas avaliações do Ministério da Educação (MEC) ou dos rankings universitários. A maior conexão com mercado de trabalho e o investimento das instituições particulares em tecnologia e inovação também são atrativos.

Investimento no capital humano

As instituições que se destacam no setor privado têm buscado alinhar suas estruturas físicas a um outro item que consideram fundamental para atingir a excelência: metodologias ativas de ensino, que colocam os estudantes como principais agentes do aprendizagem, e não como ouvintes passivos.

Revisões curriculares e investimento em laboratórios de experiências práticas também são realidade, à semelhança da exigência de bom rendimento dos professores.

Algumas instituições inclusive estabelecem metas de contratação para aumentar o número de docentes com doutorado ou pós-doutorado. Há estímulo (e pressão) para que alunos e professores publiquem artigos e estudos, tanto em revistas científicas, quanto em veículos da imprensa. A ideia é que o educadores produzam conhecimento que possam ir além do ambiente acadêmico.

Fonte: Desafios da Educação
https://bit.ly/2SW3ggQ

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